1.3. - A comunicação e a construção do indivíduo
A
comunicação é um processo pelo qual se podem transmitir informações de uma pessoa para a outra. informação e, pelo qual as pessoas se compreendem. Ao não haver esta compreensão, não ocorre a comunicação. Caso o emissor pretenda transmitir uma mensagem para o recetor e ele não a receba de forma correta, significa que a comunicação não foi eficaz.
Existem dois tipos de comunicação: a
comunicação verbal e a comunicação não verbal. Dentro da comunicação verbal, podemos referir a escrita e a oral, e, na comunicação não verbal podemos referir as expressões faciais e a linguagem gestual.
Aprofundando um pouco mais a linguagem gestual, podemos dizer que a mesma é conhecida como um meio em que se utilizam gestos e sinais, ao invés de utilizar sons na comunicação. É uma língua sobretudo muito utilizada na comunicação com surdos. Contrariamente ao que se pensa na sociedade, a linguagem gestual não é internacional, pois cada país tem a sua própria linguagem. Nos países em que se utiliza, por norma, duas ou mais línguas, existem o mesmo número de línguas gestuais. Dizer ou sequer supor/pensar que a linguagem gestual se baseia na utilização de gestos e sinais como meio de comunicar, seria como evidenciar que a “língua falada” se resumiria apenas à onomatopeia. A língua gestual não é apenas usada por pessoas com deficiências visuais ou auditivas, mas também por pessoas que têm como objetivo somente não reproduzir qualquer tipo de som. Como exemplo podemos referir os mergulhadores, que estando debaixo de água, não podem, como evidente, reproduzir qualquer som audível, tendo que, de forma “desenrascada” recorrer à utilização da linguagem gestual. Por isso, através do que pesquisámos, podemos concluir quer a linguagem gestual não é um meio de comunicação somente utilizada por pessoas com deficiências visuais ou auditivas, e que a mesma não se utiliza apenas através de gestos ou sinais.
É muito difícil saber qual a origem da linguagem gestual, mas pensa-se que a mesma surgiu após a linguagem falada. Algo que pode, de certa forma, servir como pista, são os bebés. Os bebés podem servir como pista que esclarece ou comprova que a linguagem gestual surgiu primeiro que a linguagem falada, pois o bebé desenvolve a coordenação motora de todos os membros, antes de ser capaz de coordenar o aparelho fona articulatório. A linguagem falada é uma criação espontânea do ser humano, exatamente da mesma forma que a linguagem falada/oral.
A linguagem gestual é um tipo de linguagem sem qualquer tipo de dicionário, mas com regras fixas. A linguagem gestual é portadora de regras fixas por ser uma língua bastante complexa e rica.
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Relativamente ao tema sobre a construção do indivíduo, vamos retratar um pouco sobre o que vimos no documentário "Guerra dos sexos". Na aula foi-nos proposto um documentário que nos apresentava todas as diferenças entre um homem e uma mulher, no caso da linguagem de cada um. Como já esperado – e de acordo com a nossa experiência diária – , podemos concluir que as diferenças são inúmeras;
Para começar, podemos referir a diferença de quantidade de informação que cada um expõe, de forma mais ou menos generalizada; a mulher possui uma capacidade mais “aberta” e de maior à vontade para se expor e se verbalizar diante de quem quer que seja, já o homem transparece menos capacidade de se expor e comunicar. Relativamente à forma de se relacionar, a mulher demonstra partilhar uma relação mais afetiva, ao contrário do homem que acaba sendo mais “distante” no que toca a assuntos afetivos, revelando uma maior relação de poder. Na capacidade de aprendizagem, percebemos que a mulher tem muito mais facilidade de aprendizagem de linguagem do que o homem, que acaba por ter muito menos. Ou seja, a mulher tem muito mais facilidade em adquirir conhecimentos. Relativamente à leitura foi-nos demonstrado um caso em que a mulher, mesmo tendo toda as letras da palavra desorganizadas, é capaz de ler a palavra toda como se ela estivesse totalmente normal, ao invés do homem que transparece muito mais dificuldades, juntando letra à letra. A mulher utiliza um vocabulário com tendência comunicativa, o homem usa mais verbos relativos ao movimento/ação. No caso das atitudes, a mulher tem por hábito usar mais palavras, sendo o oposto do homem que prefere os actos. Em termos de relações com outros (sendo ou não pessoas desconhecidas), a mulher cria laços, enquanto o homem é particularmente individualista. Em termos de comunicação oral, a mulher olha nos olhos enquanto fala, enquanto o homem olha para o lado. A comunicação dos hemisférios do cérebro da mulher é maior e mais eficaz, sendo o oposto da do homem que é muito menor e não tão eficaz. Em termos de multitarefas (acto de praticar, neste caso, enumeras formas de comunicar, sabendo lidar com qualquer tipo de comunicação), a mulher tem muito mais capacidade de ouvir e falar ao mesmo tempo do que o homem, que não é tão capaz de fazer ambas as coisas de forma solucionada. As mulheres são muito mais reservadas do que os homens, que são muito mais expansivos e dispendiosos. Os homens falam e interrompem mais, e vão diretamente ao assunto de que pretendem falar, ao invés das mulheres que dão mais “voltas” para chegar ao que pretendem. A mulher tem mais à vontade nas redes sociais, “falando” e expondo-se de forma mais “normal” e com uma maior à vontade, ao contrário dos homens que são mais reservados e usufruem de menos facilidade nesses termos. Pondo isto, o que pude concluir foi que, de certa forma, a mulher vence devido à melhor capacidade de comunicação e linguagem, quer diante do homem, quer diante das restantes pessoas, fazendo-se perceber, assim, uma forma de agir mais reservada e menos objetiva dos homens no que toca a assuntos de comunicar com o mundo em geral.
