área de integração
Este blog foi criado no âmbito da disciplina de Área de Integração. Aqui retrataremos um pouco sobre todos os 6 temas já leccionados até agora, relativos ao 10º.
4.1 – A identidade regional
quarta-feira, 27 de junho de 2012 | 3:00 p.m. | 0 comentários
                                                             

Caraterísticas físicas da zona de Aveiro
    
         ∙ Clima: a temperatura média anual é de 15ºC. As temperaturas mais baixas e mais altas ocorrem, normalmente, em Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Junho, Julho e Agosto. No primeiro caso, a temperatura média ronda os 10ºC, atingindo, nos meses de Verão, valores máximos que chegam a ultrapassar os 30ºC.

         ∙ Relevo: o distrito de Aveiro localiza-se, na sua maior parte, abaixo dos 100 metros de altitude, ocupando uma planície costeira que chega a ter cerca de 40 km de largura, na parte sul. Para oriente e para norte, o relevo torna-se mais acidentado, subindo-se ainda no distrito de Aveiro até às alturas das principais serras, chegando mesmo a estender-se até à serra do Montemuro, a nordeste. Na sua fronteira do norte, o distrito "embate" com o rio Douro e com alguns dos seus afluentes. O seu litoral é arenoso.

         ∙ Fauna: a fauna no distrito de Aveiro é variada em função da diversidade de grande teor marítimo e, atenuando a grande quantidade de peixes e crustáceos, destaca-se uma grande variedade de aves que vive pelos espaços da Ria, de entre as quais, por maior porte, se referem garças e gaivotas, patos e narcejas, estando de volta as cegonhas. Falando agora de outros animais de grande porte e espécies raras, podemos referir as lontras (espécie mais rara), raposas, coelhos, tourões e javalis. Porém, o animais mais apreciado e visto por esses lados é a enguia, com séculos e séculos de conhecimento no que é a gastronomia da região.


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Tradições de Aveiro

         Uma das tradições de Aveiro são os ovos moles. Os ovos moles tratam-se de um doce regional de aveiro, cuja fórmula e método de produção se deve às freiras de vários conventos existentes até ao século XIX - dominicanas, franciscanas e carmelitas. As freiras de todos os mais variados conventos, utilizavam a clara dos ovos para engomar os hábitos, enquanto que as gemas, para que não servissem de alimento a desperdiçar, construíam-se na base para a feitura do doce. Desde que, em geral, todos esses conventos foram extintos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas e criadas pelas referidas freiras. A sua produção/venda, acabou por se tornar numa das maiores tradições do distrito de Aveiro, acabando até por ser um alimento atractivo para possíveis visitantes da cidade

          Os barcos moliceiros de aveiro são, também, uma tradição do distrito de Aveiro, e, também, um dos emblema da própria Ria. Todos os barcos moliceiros são em forma de meia-lua, e têm o mastro e o leme de grandes dimensões. Destinam-se à colheita e ao transporte de moliço (vegetação da Ria utilizado para fertilizar os campos), mercadorias e gado, acabando até por funcionar, tal como os ovos moles, como atração turística. Outra coisa que colabora para que façam parte das tradições de Aveiro são as suas cuidadosas decorações. São pintados com cores fortes e desenhos, representrando os mais diversos temas, desde cenas românticas ou religiosas, a motivos humorísticos.

             E, por fim, a última tradição que vamos retratar serão as salinas de Aveiro. A exploração do sal na região de Aveiro é uma actividade muito antiga, que se marca por uma época anterior à própria existência da Ria de Aveiro. O salgado de Aveiro ocupa áreas de sapal, encontrando-se a maioria das salinas localizadas em ilhas. A época da safra tem início em Março, com a preparação das marinhas, decorrendo a extracção desde o fim da Primavera até Setembro/Outubro, altura em que começam as primeiras chuvas e é necessário cobrir os montes de sal que se foram acumulando ao longo do período de produção. O processo de extração é, ainda hoje, totalmente artesanal, sendo, além disso, necessário recorrer à embarcação tradicional, o mercantel, para transportar o sal produzido nas ilhas para os locais de armazenagem e processamento, como é o caso dos palheiros no canal de S. Roque, na zona antiga da cidade de Aveiro.


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